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CRISTIANISMO e POLÍTICA

26/3/2018

CRISTIANISMO e POLÍTICA

CRISTIANISMO, POLÍTICA E MAÇONARIA

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14 )

A política atualmente pode ser definida como a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância. Todos os cidadãos, sejam de crenças evangélica, católica, espírita ou de quaisquer outras crenças, têm o direito assegurado pela nossa Constituição de atuar na política, desde que atendam aos requisitos legais dessa mesma Carta Magna.

Dentre esses cidadãos que exercem atividade política, quero abordar nesse estudo, os cristãos, os evangélicos. Muitos pastores, bispos, apóstolos, obreiros e membros evangélicos defendem a tese de que os cristãos devem participar da política para fazerem a diferença, para serem luz no meio das trevas, etc e tal. Essas pessoas, sinceras em sua maioria, usam como argumentos os fatos bíblicos de que José foi governador do Egito, que Daniel foi uma espécie de primeiro-ministro na Babilônia, de que Davi foi rei de Israel e por aí vai. Mas essas pessoas se esquecem de que José, Daniel e Davi foram chamados, escolhidos por Deus para ocuparem cargos políticos em contextos históricos e espirituais totalmente diferentes do atual contexto político.

Na política, para serem eleitos, alguns candidatos usam de meios ilícitos para garantir a sua eleição, como a compra de votos, a aceitação de suborno e fazem alianças que são imorais à luz da Palavra de Deus. E infelizmente, sem o uso dessas táticas vergonhosas, dificilmente tais candidatos conseguirão se eleger. São poucos os candidatos que ganham eleições com base apenas em seu carisma, em sua honestidade, em sua capacidade de liderança. O próprio sistema político atual induz e promove essas práticas ilícitas de se ganhar uma eleição.

Por isso, ser político no passado é muito diferente de ser político hoje em dia, mesmo porque antes, nos tempos bíblicos, não havia democracia, o sistema político que se sustenta através das eleições por votos. Pode o evangélico atuar na política? Pode, desde que não ocupe cargo de pastor, de bispo, de apóstolo, de obreiro e desde que se mantenha santificado no mundo político que tanto jaz no maligno. E por quê pastores, bispos, apóstolos e obreiros não podem exercer cargos políticos ( a não ser que renunciem aos seus cargos eclesiásticos durante o mandato eleitoral) ? Porque a sua principal tarefa diante de Deus é evangelizar, pastorear, cuidar do rebanho de Deus e não politicar.

Antes de entrarem na política, esses candidatos evangélicos que têm cargos na igreja podem até ser sinceros, honestos, com boas intenções, mas depois que começam a atuar politicamente, infelizmente, em sua maioria, ( não são todos, que fique bem claro isto ) os mesmos se corrompem facilmente. E por quê? Porque se esquecem que estão em um território muito influenciado por Satanás e seus demônios e se olvidam da sua carne pecaminosa, sujeita a tantas tentações de corrupção de agora em diante. Não é fácil para o evangélico se manter incontaminado no meio da política, que em si mesma não é corrupta, mas que é corrompida por causa das más atitudes de alguns indivíduos.

Quais dos candidatos evangélicos podem se afirmar serem íntegros moralmente e espiritualmente como José, Daniel, Neemias, Moisés foram em suas gerações? São poucos os evangélicos que estão no mesmo patamar desses notáveis líderes políticos da Bíblia. Infelizmente, temos observado na mídia vários exemplos de pastores, bispos, pregadores, cantores evangélicos, que, após ingressarem na política, se corromperam, e, que, para vergonha do povo de Deus, têm seus nomes enlameados e veiculados nos jornais, acusados de corrupção.

Essas pessoas que se corromperam, infelizmente sucumbiram diante das tentações do poder e do dinheiro, trazendo mal à suas vidas, como está escrito: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentaram com muitas dores.” ( 1 Timóteo 6:10 ).

A missão da liderança da Igreja é evangelizar, fazer a obra de Deus e não politicar !!! Os líderes evangélicos têm que se preocupar em promover o Reino de Deus e não o reino do homem. Em Atos 1: 6-8 está escrito: “Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. Os discípulos de Jesus estavam preocupados em saber se Israel haveria de ter o seu governo político restaurado, entretanto, Jesus lhes disse que a eles não competia saber da restauração política de Israel, mas sim em ser “minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra”.

Mas hoje está tudo bagunçado, o pastor da igreja tem uma igreja grande e já quer ser vereador, prefeito, deputado, sei lá o que mais, esquecendo-se do seu verdadeiro chamado, que é pastorear as ovelhas e não politicar. E ai das ovelhas que não votarem no pastor !!! Muitas igrejas evangélicas não crescem espiritualmente e numericamente porque fizeram aliança com políticos, porque venderam os votos de seus membros para dar empregos para os filhos e parentes desses pastores corruptos, muitas igrejas foram construídas com materiais de construção doados por políticos através de uma aliança corrupta e por isso hoje essas igrejas estão debaixo de maldição e não prosperam em todos os sentidos.

Imaginem, amados irmãos, Moisés chamando Faraó para dar uma palavrinha no Tabernáculo, no Santo dos Santos. Horrível e pecaminoso, não? Mas infelizmente isso é o que muitos pastores ( não todos, é lógico ) têm feito dos púlpitos e altares das igrejas, palanque para campanhas políticas, onde esses pastores candidatos e outros candidatos têm profanado esse lugar sagrado, que deveria ser um lugar de proclamação do evangelho, e não um palco de barganha, de comércio na casa de Deus. Muitos pastores ( não todos, que fique bem claro isso ) permitem que os políticos usem o altar pra fazerem as suas promessas mentirosas.

Mas veja o que diz a Palavra de Deus a respeito disso: “Disse-me o Senhor: Filho do homem, nota bem, e vê com os próprios olhos, e ouve com os próprios ouvidos tudo quanto eu te disser de todas as determinações a respeito da Casa do Senhor e de todas as leis dela; nota bem quem pode entrar no templo e quem deve ser excluído do santuário. Dize aos rebeldes, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Bastem-vos todas as vossas abominações, ó casa de Israel ! Porquanto introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em minha casa, quando ofereceis o meu pão, a gordura e o sangue; violaste a minha aliança com todas as vossas abominações” ( Ezequiel 44:5-7 ).

Deixo o meu conselho para todos os pastores de todas as igrejas evangélicas: Caso algum político ou algum membro da igreja queira pedir votos para os irmãos, não deixem que essas pessoas usem os altares das igrejas para fazerem campanhas políticas. Esperem o culto a Deus terminar e depois fora da igreja, deixem que os candidatos conversem com os fiéis.

E quanto ao irmão que às vezes pode precisar da ajuda de algum político? Qual deve ser a sua atitude diante de Deus e de sua Palavra? Caso o irmão necessite, pode sim procurar ajuda política, é para isso que pagamos os nossos impostos, e por isso precisamos ter o retorno, mas o que o irmão não pode fazer é barganha, vender o seu voto em troca de benefícios, porque isso é pecado. O evangélico não pode chegar no político e dizer; “ Se você me der ou me fizer isto ou aquilo, eu te dou o meu voto”. Mas se o evangélico receber a ajuda de algum político, pode retribuir com o seu voto como gratidão ( e nunca como barganha ) a esse político.

Se o político oferecer ajuda ao irmão necessitado, ele pode aceitar a ajuda, desde que não haja barganha e desde que o irmão ajudado retribua com o seu voto, pois seria injusto o político ajudar o irmão, e esse não votar em quem o ajudou. Infelizmente, tem irmãos que recebem ajuda política e não retribuem com gratidão a quem os ajudou. Vamos ser justos, sinceros e honestos para com todas as pessoas. Se você, amado irmão em Cristo, foi auxiliado por um político, sem barganhar ou vender o seu voto, vote nele !

Sabemos que muitos políticos são maçons. Muitos maçons são pessoas boas, caridosas, honestas e trabalhadoras. Eu mesmo tenho parentes que são maçons e cidadãos respeitáveis. A Maçonaria, enquanto instituição filantrópica, tem prestado muito mais assistência social às pessoas carentes do que muitas grandes igrejas evangélicas grandes, que só têm se preocupado em construir grandes e suntuosos templos para a glória do homem e não para a glória de Deus, se esquecendo essas igrejas ( não são todas, que fique bem claro isso ) que têm condição, de ajudar os mais necessitados. Mas infelizmente, a Maçonaria não é apenas uma instituição filantrópica, é também uma religião, pois a mesma tem templos ( chamados lojas ), sacerdotes ( chamados veneráveis mestres ) e rituais ( chamados ritos ).

E a Maçonaria é uma religião não-cristã, que nega o sacrifício de Jesus Cristo na cruz pelos nossos pecados, ainda que a maioria dos maçons desconheçam esses fatos, pois os mesmos estão no engano. Se a Maçonaria fosse apenas uma instituição de caridade e social, não seria problema nenhum, mas o problema é que a mesma pratica ritos originários do paganismo egípcio e babilônico e ensina doutrinas contrárias à Bíblia, a Palavra de Deus, doutrinas como a da salvação pelas obras. A Maçonaria ensina que fora da caridade não há salvação, isto é, que basta apenas ao maçom e as pessoas praticarem caridade, boas ações, para ser salvo. Mas com isso a Maçonaria e outras religiões que ensinam a salvação através das obras, simplesmente estão dizendo que o próprio homem pode se salvar através da caridade, que o homem tem o poder de salvar a si mesmo, que não precisa de Deus e nem do sacrifício de Jesus Cristo pra ser salvo.

Mas Deus diz em sua Palavra que “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” ( Efésios 2:8-9 ). A salvação é pela graça. E o que é graça? É o amor, o favor imerecido de Deus. Não merecíamos ser perdoados e salvos, mas (“Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3:16 ).

Se o homem a si mesmo se salva através da suas boas ações, ele se vangloria por causa das suas boas obras, ele é deus, e é isso que a Maçonaria e outras religiões ensinam. Não basta apenas sermos bons e fazer caridade. Além de sermos caridosos, temos que também ser santos, nos arrependermos dos nossos pecados, aceitar a Cristo como único e suficiente Salvador e viver uma vida santa, o mais longe do pecado. A palavra religião vem do latim “religare”, que quer dizer religar, e foi isso o que Cristo veio fazer, religar o homem pecador ao Deus Santo, reconciliar o homem afastado do Criador, como está escrito: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” ( 2 Coríntios 5:18 )

E para finalizar, declaro que nós, evangélicos, precisamos amar e orar pelos evangélicos, pelos maçons, pelos católicos, espíritas, pessoas de demais crenças, pelos nossos políticos e por todas as autoridades constituídas por Deus sobre nós, abençoando-os, para que façam um bom governo, para que sejam justos, para que ajudem os necessitados, para que cuidem das pessoas e para que principalmente, todos conheçam o perdão, o amor e a salvação de Cristo.

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